Projeto Arroz Instantâneo

Business Plan interativo

build 27/08 · v69
Sell-in
VPL do projeto
TIR
Payback
Linhas
Investimento
Aporte dos sócios
1

Demanda × capacidade

Volume vendido Demanda não atendida Capacidade instalada ▲ entrada de linha
2

Expandir até onde

O mesmo cenário de demanda sob três tetos de expansão.

ConfiguraçãoLinhas · entradasInvestimentoVolume ano 10Não atendida
soma dos 10 anos
VPL do projetoTIRPaybackAporte dos sóciosdo qual: chamadas
R$ milhões e milhões de unidades. A linha destacada é a configuração do controle 5, que alimenta as seções seguintes.
3

Resultado ano a ano

4

Caixa

5

Balanço

6

Premissas

Investimento
1ª linha (R$ M)Fábrica 03, rev10 de 26/08 — sem forno de cura: total negociado de R$ 27,27 M (aba (2), J165) menos a caldeira do controle 8. Inclui R$ 2,0 M de estrutura porta-pallet e R$ 0,8 M de reforço de sapatas/demolição.
Linha adicional (R$ M)rev10 de 26/08, aba (3), J165, menos a caldeira do controle 8. Fábrica 03: R$ 27,86 M − caldeira = R$ 26,86 M — inclui R$ 4,5 M de laje, divisórias e teto (+15% de contingência) para pôr a 2ª linha dentro do prédio; a 2ª linha sai mais cara que a 1ª e custa R$ 7,0 M a mais que no galpão (R$ 20,83 M − caldeira = R$ 19,83 M). É o preço de expandir dentro.
Caldeira — aluguel (R$ M/ano)R$ 90 mil/mês da Miura CZI 2000 G15, 4 t. Uma caldeira por linha, conforme a Engenharia em 17/08. Só entra no custo se o controle 8 estiver em Alugada.
Caldeira — compra (R$ M)R$ 870.940 negociados (a rev10 de 26/08 mantém), com 15% de contingência. Só a máquina: sala, tubulação e tratamento de água seguem no CAPEX da linha nos dois modos. Uma caldeira por linha — cada linha nova traz a sua.
Equipamentos (% do CAPEX)Fatia calibrada para que investimento × fatia = pacote de equipamentos da rev10 de 26/08 (linha "Total Geral Equip"): F03 R$ 16,79 M em R$ 27,27 M (61,6%) e galpão R$ 17,82 M em R$ 26,86 M (66,3%); linhas adicionais 60,9% e 79,7%. Governa a depreciação (só equipamento deprecia) e a base da manutenção. Na F03 a fatia é menor porque a obra (porta-pallet, laje da 2ª linha) é maior.
Administrativo-financeiro (R$ mil/mês por pessoa)Salário com encargos, decisão de 19/08 — a GGF de 26/08 da equipe incorporou a 1ª pessoa ("Analista Financeiro", R$ 12 mil/mês). No modelo ela continua vindo deste campo, fora do quadro da Engenharia, para não contar duas vezes. 1 pessoa desde o ano 1; a 2ª entra no ano seguinte ao primeiro resultado operacional positivo e fica.
Caixa mínimo (R$ M)O modelo mantém o caixa neste piso e capta ano a ano o que faltar. Pelo controle 11, a entrada vem como dívida bancária (modo Cobrir operacionais) ou como aporte dos sócios (modos Só CAPEX e CAPEX + 2 M).
Teto de dívida (% do investimento)Limite da dívida total sobre o investimento, aplicado só no modo CAPEX + operacional do controle 11. O saque anual de caixa reserva o espaço das fases de CAPEX ainda por vir, para o BNDES a 7,57% ter prioridade sobre o banco a 17%. Chegando ao teto, o que faltar volta a ser aporte dos sócios.
Banco além da FINEP na 1ª linha (R$ M)CEO em 18/08: "os 18 mas vamos deixar somente 2 milhões a mais de outros investimentos, totalizando 20". No modo Teto 20 M do controle 11 a 1ª linha fecha em R$ 18 M de FINEP mais estes R$ 2 M de banco; a linha adicional fica só com os R$ 18 M de BNDES. O que passar disso é aporte dos sócios.
Vida útil do equipamento (anos)10 anos, copiando a GGF da equipe (rev 26/08) — 10% a.a. sobre o pacote de equipamentos, obra civil não depreciada. Desde 27/08 a convenção vale para as duas estruturas; a Lio usava 20 anos + obra em 25 na base rev08. Resultado: R$ 1,78 M/ano por linha no galpão e R$ 1,68 M na F03, iguais às tabelas da própria DRE da equipe.
Financiamento e custo de capital

① FINEP Mais Inovação — contratado7,57%

TR + 3% a.a. mais fiança bancária e taxas · · custo real de · garantia por fiança bancária
Teto (R$ M)Valor contratado da linha FINEP Mais Inovação. As linhas adicionais são financiadas à parte, por BNDES/FINAME.
Custo (% a.a.)
Máximo por fase (% do CAPEX)
Saque antecipado (R$ M no ano 0)Parcela do teto sacada antes da 2ª linha, contra despesa elegível dos anos 1-3.
Prazo · carência (anos)

② BNDES/FINAME — linhas adicionais, 100% financiadas7,57%

Cada linha nova entra integralmente financiada, fora do teto da FINEP da 1ª linha, ao mesmo custo de real · · no cenário atual

③ Banco comercial — a contratar

Cobre o que faltar do CAPEX da 1ª linha e, no modo operacional, o caixa ano a ano · · custo real de
Custo (% a.a.)
Prazo · carência (anos)

④ Capital de giro — rotativo

Financia os recebíveis de 45 dias, sempre ativo · custo real de
Custo (% a.a.)
Inflação (% a.a.)Os contratos são em taxa nominal e o modelo roda em R$ de hoje. A inflação converte uma coisa na outra.
Retorno exigido pelo sócio (% real)
Custo de capitalPesoCusto

Teste ácido —

Aporte de capital necessário dos sócios

Operação: turnos, capacidade e custo

O regime de cada ano é conta de chegada do volume: o menor regime que comporta a demanda define turnos abertos e o headcount de 1-por-turno. A mão de obra direta entra pelo custo-padrão por unidade da equipe nas duas estruturas (aba Custos ACA, rev 26/08) — a planilha não cobra turno ocioso, e desde 27/08 o modelo segue essa convenção também dentro da Lio.

Regime (por linha)Turnos/mêsHoras/anoM un/anoPessoas na linha (10/turno)

Base: 22 turnos de 8 h por mês em cada turno de trabalho — 176 h/mês. O regime 7×0 chega a 90 turnos/mês, 720 h.

Matéria-prima (R$/un)Valor em regime (do ano 5); os anos 1-4 seguem a curva da aba Custos ACA rev 26/08 em R$ constantes: planta externa 0,9825 → 0,9590, dentro da Lio 0,9687 → 0,9472. A planilha custeia um sabor como proxy da média ponderada (nota da própria aba) e já traz o tempero a granel fabricado pela Lio: na externa com margem de 10% sobre o granel; dentro, a custo — diferença de R$ 0,0118-0,0138/un (12 g/un × custo/kg da aba Temp Granel). Editar este campo desloca a curva inteira.
Ritmo nominal (un/hora)1.500 kg/h de arroz cozido ÷ 0,2448 kg/un dosados (0,24 + 2% de perda de dosagem), menos 3% de perda de secagem e envase — Calculos_Ocupação, rev 26/08. Ao OEE de 70% dá 4.161 un/h efetivas; a base anterior usava 6.150 (−3,4% de capacidade).
Indiretos de fábrica (% do quadro)Entra no CPV. Vem cargo por cargo da aba Estrutura e headcount — armazém, PCP, CQ, caldeira, supervisão, manutenção, empilhadeiras e análises.
Despesas fixas (% do quadro)Abaixo do lucro bruto, mesma origem: coordenação, RH, compras, fiscal, vigilância, limpeza, TI, SSMA e aluguel.
Rateio de estrutura da Lio (R$ M/ano)Zero por premissa da equipe. Produzir dentro absorve R$ 4,0 M no ano 1 e R$ 6,6 M no ano 10 de estrutura que a planta externa paga — dos quais só R$ 1,8 M é aluguel. Use este campo para testar uma cobrança corporativa.
Manutenção (% dos equipamentos/ano)Rampa de 1% a 5% em cinco anos, contada da entrada de cada linha — é a regra da linha 25 da aba GGF (2) da equipe. Só peças e serviços: o pessoal de manutenção está nos indiretos.
Frete (% da receita líquida)Planta externa embarca direto, 3%. Pela malha da Liotécnica, 7,5%.
OEE — de kg/h de cozimento a unidades por ano

Da capacidade de cozimento à unidade embalada

EtapaFatorResultado

Aba Calculos_Ocupação do Cen 8 rev 26/08. Cada ponto de OEE vale por linha; de 65% para 75%, com duas linhas, — um quinto de uma linha nova de R$ 20,8 M.

Onde 70% se situa

ReferênciaOEE
Classe mundial, processo contínuo85%
Linha madura de alimentos75-80%
Premissa da Engenharia, 11/0870%
Linha nova em rampa, anos 1-255-65%

A Engenharia entregou o resultado, não a decomposição. Em disponibilidade × performance × qualidade, 70% equivale a 85% × 90% × 92%. Fixar 70% nos dez anos é otimista no começo e pessimista no fim.

RegimeJanela livre/diaOEE plausível
1 turno · 5 dias16 h + fim de semana75-80%
2 turnos · 5 dias8 h + fim de semana72-77%
3 turnos · 5 diasfim de semana68-73%
3 turnos · 7 diasnenhuma62-68%

O modelo usa OEE único para todos os regimes. Diferenciar penalizaria o cenário agressivo, que roda 7×0, e favoreceria o conservador — pendente de a Engenharia separar disponibilidade de performance.

O VPL sobe em degraus, não em rampa

Três eventos movem o VPL: o regime cai um degrau, a capacidade deixa de cobrir o pico, ou isso obriga a comprar uma linha. Entre eles, o ganho de OEE vira hora de máquina ociosa.

VPL a cada ponto de OEE OEE em que o projeto passa a precisar de mais uma linha posição do controle 6
Preço e valor da fábrica no ano 10

Sell-in = gôndola ÷ (1 + markup). O controle 2 é a coluna da direita.

VarejistaMargem brutaMarkup ← controle 2
Atacadão16,0%19,0%
Assaí16,8%20,2%
Grupo Mateus20,9%26,4%
Premissa do plano original33,3%50%

A DRE da equipe desconta 2,2% do faturamento — o valor presente do recebível de 45 dias a 1,5% ao mês. Aqui esse custo não sai da receita: entra como capital de giro no fluxo de caixa e como juros da linha de giro, então descontá-lo do faturamento seria contá-lo duas vezes.

Impostos sobre a venda

ComponenteSobre a receita bruta
PIS/COFINS não cumulativo9,25%
ICMS, mix interestadual12,00%
Premissa em uso — NCM 1904.90.00, sem ST21,25%
Se o mix for ICMS interno de SP, 18%27,25%
Se o mix for ICMS 7%16,25%
Carga que zera o VPL25,4%

Crédito de PIS/COFINS e ICMS sobre ingredientes, matéria-prima e embalagem já está deduzido: a base de custo da equipe usa preços líquidos de imposto. Resta crédito não capturado sobre frete, energia e manutenção — cerca de 1 ponto percentual. A sensibilidade relevante é o mix de estados de destino: cada ponto de ICMS vale R$ 9,7 M de VPL.

Imposto efetivo (% da receita bruta)Cada ponto percentual vale cerca de R$ 9,7 M de VPL.
Desconto comercial (% do faturamento)Devoluções, avarias e acordos de trade. Zero por premissa: o custo dos 45 dias de prazo já entra pelo capital de giro e pelos juros da linha de giro.

Valor da fábrica no ano 10. O horizonte corta o projeto com a última linha recém-instalada. Sem valor residual, expandir sempre parece pior do que não expandir. Entra como múltiplo do EBITDA do ano 10.

Múltiplo de EBITDA (× no ano 10)Alimentos no Brasil: 5 a 8×. Zero = a fábrica não vale nada ao final.

Crédito tributário não capturado

O prejuízo fiscal é compensado dentro do horizonte com a trava de 30% do lucro. O que sobra no ano 10 não entra no VPL: o múltiplo de EBITDA precifica a operação, não o crédito.

Estrutura e headcount

Todo o quadro que a equipe orçou, pessoa por pessoa, e como ele entra no modelo. As tabelas seguem o controle 7 — estrutura dentro da Liotécnica.

As duas curvas

M un/anoA1A2A3A4A5A6A7A8A9A10Acum.
Equipe (26/08)481726364452526172372
Agressivo41019324560748797105533

O mercado de referência é o do miojo: 2.592 milhões de porções em 2024 no Brasil, 11º maior do mundo, em leve queda nos últimos três anos (WINA). Ao final do horizonte, o cenário da equipe equivale a 2,8% desse pool e o Agressivo a 4,1%.

As duas curvas partem do mesmo ano 1: 4 M un, uma linha em um turno, distribuição em construção. Divergem a partir do ano 2 e se separam no ano 4, quando o CAPEX da segunda linha precisa ser decidido. Nos três primeiros anos o Agressivo pede 33 M un contra 29 M do conservador — diferença que cabe na primeira linha.

Cenário da equipe — 72 M un no ano 10
A favor
  • 2,8% do pool de miojo é território conhecido: qualquer marca nacional de segunda linha ocupa fatia semelhante.
  • Em unidades por domicílio, são 0,93 un/ano na média nacional — ou 9 unidades ao ano em 10% dos lares. Consumo baixo o bastante para não exigir mudança de hábito.
  • Cabe em duas linhas: o CAPEX para no segundo bloco, sem terceira rodada de investimento.
  • A curva faz platô nos anos 7-8 e fecha em 72 M — abaixo do teto físico de duas linhas, sem depender de OEE heroico.
Contra
  • Salto de 4 para 17 M un entre A1 e A3 — mais que quadruplicar em dois anos com produto novo e sem histórico de recompra.
  • Fechar em 72 M — pertinho do teto de duas linhas a OEE 90% — supõe que a categoria para de crescer exatamente onde a capacidade acaba. É premissa de fábrica, não de mercado.
  • Mesmo a 2,8% do pool, não reserva espaço para reação da Nissin.
Cenário Agressivo — 105 M un no ano 10, mesmo ano 1
A favor
  • Único precedente direto é a Coreia: a CJ Hetbahn criou a categoria de arroz pronto e vendeu 400 M un acumuladas em 10 anos. O Agressivo acumula 533 M — mesma ordem de grandeza, num mercado com quatro vezes a população.
  • Se o produto pegar, a curva não para em 64: categoria nova cresce enquanto ganha penetração, e a coreana só atingiu 100 M un/ano no ano 15.
  • 4,1% do pool de miojo continua sendo participação de desafiante, não de líder.
  • Nos três primeiros anos custa o mesmo que o conservador. A aposta é reversível até o ano 3.
Contra
  • Salto de 4 para 19 M un entre A1 e A3 — o mesmo risco de recompra do conservador, sem atenuante.
  • Exige a terceira linha de CAPEX, que entra quando a marca ainda não provou recompra em escala.
  • A Hetbahn cresceu num mercado de arroz que subia 20% ao ano; o pool brasileiro está estável ou em leve queda.
  • A 4,1% do pool, a reação da Nissin deixa de ser hipótese: é a fatia que um líder defende.
  • A Nongshim entrou na mesma categoria em 2002 e saiu em 2016 — ter precedente de sucesso não significa que qualquer entrante o repita.

O que separa os dois é recompra, não capacidade

As duas curvas partem do mesmo produto, do mesmo canal e do mesmo ano 1. A diferença começa no ano 2 e só pesa em CAPEX a partir do ano 4 — e depende de quatro coisas verificáveis antes de comprar a segunda linha:

VerificaçãoQuandoCenário da equipe exigeAgressivo exige
Taxa de recompra em 90 diasMeses 9-12≥ 35%≥ 45%
Giro por loja (unid./semana)Meses 9-12≥ 45≥ 70
Distribuição numéricaAnos 2-3≥ 50%≥ 65%
Volume fora do cash & carryAnos 2-3≥ 25%≥ 40%

Fontes: WINA (World Instant Noodles Association) 2024 · relatórios anuais CJ CheilJedang · Nielsen Brasil, taxa de sobrevivência de lançamentos FMCG · análise de rampa de 03/08/26.